Martins Miller GIN era o nome dela, quando a abri pela primeira vez, naquela noite quente e, contrariamente, triste, de verão. sentei-me na cadeira velha e podre, onde, outrora, alguém velho e podre fez o mesmo gesto e deitou gin para um copo largo de uísque, bebeu dois goles e pousou-o para ler mais um pouco de um romance pouco ou nada interessante, desses que só lê quem é só ou quem nunca aprendeu a ler. ri-me alto. uma passagem qualquer descrevia uma armadilha de justificações amorosas, parecendo quase um escrito romântico de uma gaiata que perdeu o apaixonado porque os jovens são seres ambíguos e o amor é um ser jovem.
dei mais três ou quatro tragos, deitei o livro na mesa, junto ao copo e à garrafa e deixei-me ficar sozinha a contemplar a bela e velha Serra, deitada e com corpo de mulher que conhece o mundo. mas que não sabe ler, não bebe gin, não conhece o amor e, muito menos, gosta de romances para tolos.














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